O Barça respondeu aos críticos que criaram uma crise Blaugrana. E que resposta! O Barcelona apresentou hoje aquele futebol que nos acostumou. Um futebol vistoso, no seu grande estilo possessivo e concentrado pelo meio campo. E funcionou! Um placar elástico com os seus grandes jogadores em destaque.

E o Messi? O que falar do Messi…Uma exibição fantástica. Buscou o jogo, não se escondeu como tinha acontecido nos últimos jogos do Barcelona. Jogou o futebol do Melhor Jogador do Mundo. Com dois belos tentos, e boas arrancadas ofensivas, não deixou que a proposta defensiva do Milan anulasse o seu futebol. É claro que contou com uma grande ajuda de uma noite também inspiradíssima do Iniesta e do Xavi.

Messi, cercado por seis jogadores do Milan, para marcar o 1 a 0. (Foto: Globo.com)
O Milan, não teve requisitos para sequer discutir a vaga com o Barça. O seu único lance de perigo nasce de um chutão do Boateng da pequena área, onde o Niang acerta caprichosamente o poste direito de Valdés. Seria o lance do Jogo. Porém, no lance seguinte, Messi acerta um otimo chute, sem chances para o Goleiro Abbiati. O Milan ainda regressou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva, ao passo que o Barcelona tirou o pé do acelerador. Mas foi em vão. Os Italianos não conseguiram traduzir a ofensividade em reais chances de gol, e o Barça, matou a eliminatória com os gols de um renascido Villa, e de Jordi Alba.

Os Catalães entraram esta noite no Camp Nou para definir a eliminatória. E assim o fizeram. Mostraram aquele futebol que consagrou o time do Barça como o melhor clube do Mundo. Cuidado! O Bom e o velho Barça está de volta. 

Igor Costa
Equipe do Flamengo comemora o Gol.
Hoje, após a vitória no clássico sobre o Botafogo por 1 a 0, no Engenhão, que, a propósito, recebeu bom público, o Flamengo obteve matematicamente o primeiro lugar do seu grupo na Taça Guanabara como também a melhor campanha geral, o que lhe dará direito de chegar à semifinal (e final, se passar) tendo o empate a seu favor.

O clássico de hoje marcou a estreia de Carlos Eduardo com a camisa 10 rubro-negra. Cadu, como é chamado, jogou apenas o primeiro tempo. Sentindo os mais de dois meses sem jogar partidas oficiais, o meia-atacante teve uma exibição apenas modesta. Muito lento nas saídas de bola, sentiu a falta de ritmo e de entrosamento com os demais companheiros do meio e do ataque. Apesar de ter desempenhado bem a função tática que Dorival Jr. lhe designou, permanecendo a maior parte do tempo na lado direito do campo, podemos dizer que não foi a estreia que a torcida esperava para o seu futuro camisa 10.

Por falar em camisa 10, é importante destacar o desempenho de Seedorf neste jogo. Ele se movimentou, marcou, criou e em algumas oportunidades arrematou em gol. Seu time, sentindo a falta de volantes marcadores e jogando com dois meias improvisados neste setor defensivo, apesar de ter jogado de igual para igual com o Flamengo na maior parte tempo, e em diversos momentos também ter sido até um time melhor ofensivamente, sofreu pela vulnerabilidade da sua defesa, que teve um Márcio Azevedo muito mal na marcação do garoto Rafinha, do Flamengo.
Seedorf sempre perseguido pelo 'Pit Bull' Vitor Carceres.
O clássico foi aberto, porque também o Flamengo demorou para estabilizar a sua defesa. Após ter aberto o placar logo cedo, com Hernane na grande área aproveitando uma sobra de escanteio, o time de Dorival penou com os sucessivos ataques botafoguenses liderados na maior parte das vezes por Seedorf. A equipe rubro-negra conseguiu estabilizar minimamente seu setor defensivo e ganhar mais mobilidade no meio-campo com a entrada do garoto Rodolfo no lugar de Carlos Eduardo. Assim, o Flamengo conseguiu boas investidas nos contra-ataques e teve por diversas vezes a chance de ampliar o placar, tendo no gol perdido por Rodolfo, que driblou o goleiro e chutou inacreditavelmente para fora, o lance mais óbvio.

Foi um jogo corrido e ofensivo, no qual as duas equipes se dispuseram a criar jogadas mais do que destruir a de seu adversário. Esperava-se mais de nomes como Carlos Eduardo e Rafinha pelo lado do Flamengo, e do garoto Bruno Mendes, pelo Botafogo, mas é preciso paciência com jogadores novos ou, no caso de Carlos Eduardo, jogadores que estão em fase de readaptação ao futebol brasileiro. O ano só está começando, mas, pelo que foi exibido hoje no Engenhão, há grandes chances de haver ótimos clássicos no decorrer da temporada.

Ederval Fernandes

A 15ª vitória do Porto no campeonato português aconteceu nesta sexta-feira, frente ao Beira-Mar, pelo placar de 2 a 0. Uma partida em que o Porto, dominou por completo, fazendo uma partida segura, embora não tenha apresentado uma exibição exuberante.

A equipe teve total capacidade para controlar o jogo, com uma posse de bola construtiva, sempre dentro do campo ofensivo. O Beira-Mar… Bem, o Beira-Mar não conseguiu oferecer recursos suficientes para sequer assustar a equipe do Porto. Apesar de apresentar uma proposta de jogo bastante guerreira, faltou aos aveirenses incisividade e objectividade ofensiva. O solitário Yazalde, ponta de lança do Beira-Mar, foi inofensivo. Helton foi um mero espectador durante toda a partida.

O Porto conta com uma equipe bastante consistente em todos os setores. Uma segurança defensiva, um meio de campo criativo e equilibrado e uma dupla de ataque infernal. A lateral direita está muito bem entregue a Danilo. É um jogador excepcional. Joga com facilidade com o pé direito e com o esquerdo. Chuta muito bem. Desarma com precisão. O melhor na sua posição, em Portugal. No meio, ‘El Comandante’, Lucho Gonzalez. Um jogador de uma frieza incomum. Bastante calmo e seguro do seu jogo, é uma das peças essenciais do FC Porto. A dupla de ataque do Porto conta com o veloz Atsu e o matador Jackson Martinez, os autores dos gols desta noite.

Com a volta de James Rodriguez, depois de uma ausência de 7 jogos, o Porto surge como a equipe a ser batida nesta segunda metade do campeonato. Podemos esperar por um Porto ainda mais ofensivo e criativo. A briga pelo Titulo da Liga Portuguesa promete! Vamos esperar pelos próximos capítulos.
Igor Costa.

Há alguns anos, um certo rapaz negro, Edson Arantes, fez sucesso no futebol Mundial. Ganhou tudo que poderia ter ganho na sua época. Campeonatos regionais, Brasileiros, Libertadores, Campeonatos Internacionais, Copa do Mundo. Tudo! Foi uma lenda viva. Encantava com a sua arrancada fulminante. A sua facilidade em chutar de igual forma com o pé esquerdo e o pé direito. Marcava de dentro da área, de fora da área, de cabeça, de bicicleta. Até penalti já defendeu, vejam bem. Pelé, o Rei. O melhor para muitos. O segundo melhor para outros tantos.

Desde então, espera-se a chegada do ‘Novo Pelé’, assim como os Rubro-Negros esperam a chegada do ‘Novo Zico’. E surgiram algumas promessas. Diego, Robinho, Ganso…Mas nenhum destes três possuem a magia que possui Neymar. Ousadia e Alegria, o seu lema. Neymar faz valer o ingresso para o jogo. Jogadas e gols espetaculares. Fintas de deixar o adversário em estado de nervos. Vamos admitir, o moleque joga!
A grande questão é que a mídia Brasileira é capaz de estragar qualquer bom jogador que apareça, rotulando desde o início como ‘O novo cara’. O Rafinha, do FLA, que fez três grandes exibições nos últimos jogos, já está sendo chamado de ‘Neymar da Gávea’. Vamos com calma!

Neymar tem potencial para ser tudo o que já prometeu. Poxa, mas o cara é um rapaz de 21 anos. Não mostrou ainda serviço na selecção Brasileira, é certo. Mas ainda tem muito tempo para provar o que vale. Não vamos estragar um jogador que tem qualidade para ser um jogador fora de série. Quem sabe até, melhor do Mundo.

Não procuremos encontrar o ‘Novo Pelé’, porquê igual a esse, nunca haverá. Pelé foi um dos muitos fora de série que existiram no Futebol. Eusébio, Maradona, Zidane, Cruijff,  todos eles foram monstros do Futebol. E não vemos ninguém criando o ‘Novo Eusébio’. Ou o ‘Novo Zidane’.

O prazer e a realização de cada jogador, é deixar o seu NOME marcado para sempre na história do Futebol. Não vamos fazer do Neymar o ‘Novo Pelé’ ou o ‘Novo Robinho’. Vamos deixar o Neymar, ser o Neymar!

Igor Costa
Há apenas um ano e meio da Copa de 2014, o Brasil não possui ainda uma seleção. Difícil encontrar um jogador que tenha sido regularmente convocado para as partidas. Certo, estamos em um momento de reformulação. Mas a dita reformulação, não funciona assim. Não muda de uma hora para outra. Nada na vida muda.

As diversas peças testadas por Mano e agora por Felipão, não são más. Alias, são bons jogadores em sua grande maioria. Tanto que grande parte joga em grandes clubes da Europa. Mas o que falta à seleção do Brasil não é tanto a qualidade. É mais a vontade de vencer! A honra de vestir a ‘amarelinha’.

Os jogadores de hoje em dia, não tiveram que sofrer muito para conquistarem a primeira vaga na ‘seleça’. E como sabemos, tudo que vem fácil, não damos valor. Existem jogadores que sequer fizeram algo expressivo em suas carreiras para serem convocados. Pelo menos 4 jogadores poderiam ser riscados desta convocatória de Felipão, sem problema nenhum. Arouca, Filipe Luís, Leandro Castán, Miranda…E por ai vai. O Brasil produz melhor do que isso, nessas posições. E em outras também. Mas, vamos com calma! Ontem foi apenas o primeiro jogo. A primeira partida da seleção comandada por Felipão, em 2001, O Brasil perdeu por 1 a 0, contra o Uruguai. E acabou como sabemos – Brasil campeão em 2002.

Dentro de um ano e meio, o Brasil terá pela frente o maior desafio de sempre. Um time desacreditado, com um futebol pouco convincente jogando uma Copa do Mundo dentro de casa.

Poderá ser a maior vergonha de todos os tempos. O repeteco do ‘Maracanazzo’ . Mas poderá ser também o maior marco na vida de todos estes jogadores que ontem envergaram o manto canarinho. Basta que, para isso, eles queiram vencer! Porquê jogar, o Brasil sabe.

Igor Costa

Na quarta-feira, pelas 17h30 (horário de Brasília) a ‘canarinha’ terá a sua primeira partida pós Mano Menezes. Será a estreia de Scolari no comando técnico da Seleção Brasileira. E que estreia, logo contra a poderosa selecção Inglesa, no estádio de Wembley. O que esperar dessa nova era da seleção?

O ‘Big Phil’ resolveu convocar um time bastante mais velho do que a seleção de Mano . Chamou nomes como Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano e Júlio César. Por um lado, é positivo. Nada como mesclar a experiência com a juventude. Porém, os ditos jogadores experientes da selecção, são talvez mais rebeldes que os jovens (Não falo do Júlio, que parece ser um bom marido, pai de família…).

Ronaldinho, parou de jogar depois que ganhou tudo pelo ‘Barça’. Não que ele tenha desaprendido, pelo contrário. Tanto que, por vezes, vemos lampejos do velho Ronaldinho. Uma cobrança por baixo da barreira aqui, um ‘bonezinho’ ali. E assim ele vai, encantando e enganando.

Luis Fabiano…bem, o que dizer de um cara que ‘entre bater o penalti e brigar, ele prefere ajudar na briga’. O bad boy da seleção. O cara que não consegue acabar um jogo sem fazer falta, a maioria delas para cartão.

A seleção peca em seriedade e trabalho. Quase não existe disso hoje em dia. Também, os caras se encontram de mês em mês para treinar. Impossível dar seguimento ao trabalho. No entanto, há que acreditar nessa seleção. Sobretudo, no Scolari. Ele é um treinador que sabe jogar um Mata-mata. E mais. É um treinador que sabe chamar a torcida, que anda tão distante e desacreditada da seleção.

Felipão enfrenta amanhã o maior desafio dele na sua caminhada na seleção. E não é o adversário físico, os ingleses. O adversário é a desconfiança da sua própria torcida.

Igor Costa
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